Um lugar chamado Ludlow

Eu não me lembro a última vez. Faz tanto, tanto tempo. É incrível como a vida pega a gente de jeito. De repente, não importa o quanto você caminhou ou quantas curvas fez ao longo da estrada, cedo ou tarde é preciso voltar.

Por incrível que pareça eu tinha me livrado desse sentimento. Passei a acreditar que nem todas as pessoas nasceram para amar ou receber amor. Em alguns casos simplesmente não dá certo e é assim, se mais nem menos. Sem porquê também.

Em meus pensamentos Ludlow era a mesma na mesma velha cena, se refazendo como partes de uma outra geração. Na minha memória se repetiam todos os depois de amanhã, todas as pessoas que eu conhecia, todos aqueles de quem estive perto. Mas agora o amor é a única coisa que importa, a única coisa real.

Eu ouvi isso a vida inteira, por muitos e muitos dias e como era difícil sentir. Só que quando eu penso em você agora, amor é a única coisa que eu consigo sentir.

E desta vez, quando eu voltei. Eu encontrei tudo incompleto, degraus e soleiras da porta. Você não estava lá.


Crédito da foto: Alvaro A. Novo,sob licença CC0.

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